Rússia acusa Ucrânia após bomba matar cinco pessoas em restaurante de Moscou

ataque com bomba em Moscou

A Rússia atribuiu à Ucrânia o ataque com bomba em Moscou que matou cinco pessoas e deixou outras 19 feridas no restaurante italiano Balzi Rossi, no centro da capital. A explosão ocorreu na noite de sábado, 1º de agosto, perto da entrada do estabelecimento, localizado na Praça Kudrinskaya.

Em comunicado divulgado no domingo, dia 2, a chancelaria russa classificou o episódio como parte do “terrorismo ucraniano” e citou diretamente o presidente Volodymyr Zelensky. A embaixada russa na Itália afirmou, em publicação no X, que “os tentáculos sangrentos da gangue terrorista de Zelensky alcançaram o restaurante italiano Balzi Rossi, em Moscou”.

Na mesma nota, a representação diplomática declarou que ataques na Rússia, em Mônaco e em outros locais seriam sinais da expansão do que chamou de “contágio terrorista ucraniano” pela Europa, especialmente pela Itália. O comunicado também comparou o governo ucraniano à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico e afirmou que Zelensky teria “o mesmo fim que Osama bin Laden”.

Segundo os promotores russos, uma mulher tentou entrar no restaurante carregando um artefato explosivo improvisado, mas foi impedida por um segurança. O dispositivo detonou momentos depois. A identidade da mulher não foi divulgada, e as autoridades ainda não informaram quem seria o alvo do atentado.

Especulações publicadas por veículos independentes russos e blogueiros militares pró-Kremlin apontam que a explosão poderia ter como alvo o coronel-general Aleksandr Chayko, comandante das Forças Aeroespaciais da Rússia. De acordo com essas fontes, ele participaria de um banquete privado no restaurante para comemorar seu aniversário de 55 anos.

Chayko comandou a ofensiva russa contra Kiev no início de 2022, descrita no conteúdo original como fracassada, e depois foi promovido ao comando da Força Aérea. O canal do Telegram VChK-OGPU informou que o militar saiu ileso, mas que sua filha, Maria, ficou gravemente ferida. O marido dela, Daniil Peredriy, teria morrido; os dois estavam no terraço do restaurante quando a bomba explodiu.

O jornal russo Kommersant noticiou que os investigadores avaliam a possibilidade de a mulher não saber que transportava uma bomba. Segundo essa hipótese, o artefato teria sido acionado remotamente por outra pessoa, provocando também a morte da portadora. Entre as vítimas estaria ainda um integrante do Serviço Federal de Proteção, unidade de elite da Rússia. Até a publicação da reportagem, Kiev não havia se pronunciado.

Desde o início da invasão russa, os serviços de inteligência ucranianos passaram a considerar militares de alta patente e outras autoridades russas como alvos legítimos, sob a acusação de envolvimento em crimes de guerra. O conteúdo original cita operações que mataram pelo menos quatro generais russos e outros militares graduados, além de ativistas pró-guerra. Em 2022, um carro-bomba matou Darya Dugina, filha do ideólogo ultranacionalista Aleksandr Dugin, em um ataque que, segundo a avaliação amplamente difundida, tinha o pai como alvo.

Imagem meramente ilustrativa. Crédito da ilustrativa: Metrópoles

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