A declaração de Imposto de Renda de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, aponta um crescimento expressivo em seu Patrimônio de Luiz Phillipi Mourão entre os anos de 2021 e 2024. No período, o total de bens declarados saltou de R$ 1,2 milhão para R$ 8,4 milhões. Mourão era apontado pelas autoridades como um dos principais auxiliares de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Os documentos que detalham essa evolução financeira foram obtidos pelo jornal O Globo e estão sendo analisados pela Polícia Federal e pela CPI do Crime Organizado do Senado.
Detalhamento do acervo de luxo
Dentro do montante declarado em 2025, destaca-se um acervo de relógios de luxo avaliado em aproximadamente R$ 5,8 milhões. A lista detalhada inclui cinco exemplares da marca Rolex, com valores individuais chegando a R$ 306 mil, e dois modelos Patek Philippe, orçados entre R$ 800 mil e R$ 900 mil. O inventário ainda contava com três peças da fabricante Richard Mille, com estimativas de preço entre R$ 800 mil e R$ 2 milhões. Além dos itens de luxo, Mourão reportou a posse de R$ 180 mil e US$ 174 mil em espécie, além de cotas de sua empresa, a King Motors Locação de Veículos e Participações.
Investigações e a estrutura ‘A Turma’
As investigações da Operação Compliance Zero indicam que Mourão liderava uma estrutura informal denominada “A Turma”. Esse grupo seria responsável por atividades de vigilância e monitoramento de indivíduos que contrariavam os interesses do Banco Master ou que estavam ligados a investigações contra o grupo econômico. A Polícia Federal encontrou indícios de que o auxiliar recebia repasses mensais de R$ 1 milhão de Vorcaro. Durante as buscas realizadas em março, os agentes apreenderam diversos bens, incluindo armas, veículos e dinheiro, que agora estão sob custódia da Justiça.
Acessos indevidos e situação jurídica
O inquérito também aponta que o grupo utilizava credenciais de terceiros para realizar consultas indevidas em sistemas restritos de órgãos públicos. Foram identificados acessos a bases de dados da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal e de instituições internacionais de segurança. Luiz Phillipi Mourão faleceu após uma tentativa de suicídio na carceragem da PF em Minas Gerais, para onde havia sido transferido após sua prisão. Até o momento, a defesa de Mourão e o banqueiro Daniel Vorcaro não se manifestaram sobre as suspeitas e os dados patrimoniais revelados.
