Preço do petróleo sobe com escalada de tensões entre Israel e Irã no Oriente Médio

Preço do petróleo

O preço do petróleo registrou uma nova valorização nesta sexta-feira (27), impulsionado pela intensificação dos conflitos militares entre Israel e Irã. O barril do tipo Brent, que serve como referência internacional, atingiu a marca de US$ 104,66, representando uma alta de 2,72% durante a manhã. No mercado americano, o West Texas Intermediate (WTI) também operou em terreno positivo, com elevação de 2,35%, sendo negociado a US$ 96,72, enquanto investidores monitoram os riscos de interrupção no fornecimento global.

Impacto militar e retaliações na região

A movimentação nos preços reflete a continuidade dos ataques mútuos na região. O Exército de Israel confirmou ter realizado operações contra infraestruturas ligadas ao regime iraniano em Teerã. Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã declarou ter utilizado mísseis e drones para atingir alvos em território israelense e em bases militares utilizadas pelas forças dos Estados Unidos em países como Emirados Árabes, Catar e Kuwait. Além disso, autoridades militares iranianas alertaram que hotéis que hospedam tropas americanas no Oriente Médio poderão ser considerados alvos legítimos.

Apesar do cenário de tensão, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o adiamento de um ultimato para ataques contra instalações de energia iranianas até o dia 6 de abril de 2026. Segundo o republicano, a decisão atende a um “pedido do governo iraniano” em meio a tentativas de negociação para encerrar o confronto. Embora o regime de Teerã negue conversas diretas com Washington sobre o fim das hostilidades, informações de agências locais indicam que houve uma resposta iraniana a um conjunto de 15 medidas propostas pelos norte-americanos.

A situação será o tema central de uma reunião entre ministros das Relações Exteriores do G7, realizada na França. Um dos principais pontos de preocupação é a segurança no Estreito de Hormuz, canal por onde circula cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito (GNL). O governo dos Estados Unidos, representado pelo secretário de Estado Marco Rubio, deve buscar apoio para a criação de uma escolta naval internacional para garantir a navegação, enquanto estuda o envio de um contingente adicional de 10 mil soldados para reforçar a presença na região.

O prolongamento da guerra, que completa um mês neste sábado (28), provocou uma fuga de ativos de risco nos mercados financeiros globais. As principais bolsas europeias, incluindo Frankfurt, Londres e Paris, operaram em queda, assim como a maioria dos índices asiáticos. Em contrapartida, o ouro apresentou valorização, servindo como refúgio para investidores em tempos de incerteza. No cenário corporativo, apenas os mercados da China e de Hong Kong conseguiram sustentar ganhos, destoando da tendência de retração observada nos demais centros financeiros mundiais.

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