Flávio Bolsonaro questiona urnas eletrônicas em reunião com diplomatas

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reuniu-se com embaixadores e representantes diplomáticos de mais de 40 países em Brasília, na última terça-feira (21/7), para manifestar questionamentos sobre a segurança das urnas eletrônicas utilizadas no Brasil. Durante o evento, o parlamentar sugeriu uma suposta ligação entre os equipamentos brasileiros e a empresa venezuelana Smartmatic, citando relatórios que, segundo ele, estariam associados a irregularidades em pleitos passados na Venezuela.

“Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma empresa”, declarou o senador. Além das críticas ao sistema, ele solicitou que os países presentes enviassem o maior número possível de observadores internacionais para acompanhar o processo eleitoral brasileiro, buscando, segundo sua fala, ampliar a transparência e a segurança da votação.

Em contrapartida, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reafirmou que as alegações sobre a participação da Smartmatic no fornecimento ou programação das urnas são falsas. De acordo com o órgão, todo o projeto e o software do sistema eletrônico de votação são desenvolvidos e geridos exclusivamente pela Justiça Eleitoral. O TSE esclareceu que a empresa venezuelana prestou, em ocasiões distintas, apenas serviços de conexão de dados e voz, sem qualquer acesso ao código-fonte ou à fabricação dos dispositivos.

O tribunal destacou ainda que o sistema brasileiro opera de forma isolada, sem conexão com redes públicas ou internet, sendo submetido a testes constantes ao longo de duas décadas. A nota oficial ressalta que, na licitação de 2020 para a fabricação das urnas, a Smartmatic foi superada pela empresa Positivo. Após a repercussão das falas de Flávio Bolsonaro, sua assessoria informou que o senador não teve a intenção de questionar a integridade do sistema de votação, mas sim apresentar preocupações técnicas.

O episódio remete ao encontro realizado em 2022 pelo ex-presidente Jair Bolsonaro com embaixadores, que resultou em sua condenação pelo TSE por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. Naquela ocasião, o ex-presidente também levantou suspeitas sobre a segurança das urnas sem apresentar provas, o que culminou em sua inelegibilidade até 2030.

Crédito da ilustrativa: Brasil de Fato

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