Consumo de cafeína: limites seguros para o café e riscos das bebidas energéticas

A cafeína é amplamente reconhecida como a substância psicoativa mais consumida no mundo, sendo o café a principal fonte de ingestão para a maioria das pessoas. Um novo posicionamento científico da American Heart Association, publicado na revista Circulation, indica que o consumo de cafeína de até 400 mg por dia — o equivalente a cerca de cinco xícaras de 240 ml de café coado sem aditivos — é considerado seguro para a maioria dos adultos saudáveis.

O estudo destaca que, quando ingerido sem a adição de açúcares, cremes ou xaropes, o café pode estar associado a uma redução no risco de condições como diabetes tipo 2, insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral (AVC). O Dr. Gregory M. Marcus, autor principal do levantamento, reforça que, dentro desses parâmetros, a bebida não eleva o risco cardiovascular. Para aprofundar o conhecimento sobre o tema, você pode conferir mais detalhes em nosso artigo sobre o consumo de cafeína: entenda os riscos e benefícios para a saúde cardiovascular.

Por outro lado, o cenário muda drasticamente com o uso de bebidas energéticas e concentrados de cafeína. Esses produtos podem conter entre 40 e 69 mg de cafeína por cada 30 ml, uma concentração três a quatro vezes superior à do café comum. O consumo dessas opções está associado a picos de pressão arterial e arritmias cardíacas, representando riscos mesmo para indivíduos jovens e sem histórico de doenças cardiovasculares prévias.

A complexidade da interação da cafeína com o organismo humano dificulta o estabelecimento de uma relação direta de causa e efeito em estudos observacionais. O café, por exemplo, contém compostos bioativos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias que podem atuar em conjunto com a cafeína. Além disso, fatores genéticos, metabolismo individual e a tolerância adquirida pelo uso habitual influenciam a rapidez com que a substância é processada pelo fígado.

Os especialistas ressaltam que produtos à base de cafeína não devem ser tratados como equivalentes. Enquanto o café moderado apresenta benefícios potenciais, a ingestão excessiva — superior a quatro xícaras diárias — pode elevar o risco de insuficiência cardíaca. A recomendação final é de cautela com fontes concentradas, como energéticos e suplementos, que podem acelerar efeitos adversos no sistema cardiovascular.

Imagem meramente ilustrativa. Crédito da ilustrativa: Einstein

LEIA MAIS:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *