Justiça do Rio realiza audiência do rapper Oruam por tentativa de homicídio

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A Justiça do Rio de Janeiro agendou para a tarde desta segunda-feira (11) a audiência de instrução e julgamento de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o rapper Oruam. O artista é réu em um processo que apura uma suposta tentativa de homicídio contra policiais civis e é considerado foragido. Nesta fase processual, o magistrado responsável interroga testemunhas e analisa evidências para determinar se o caso seguirá para júri popular ou se o réu será absolvido.

Entenda o caso e as acusações

As acusações contra o músico são baseadas em um episódio ocorrido em julho de 2025, no bairro do Joá, zona sudoeste do Rio. De acordo com a denúncia do Ministério Público, agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes realizavam uma operação de busca e apreensão quando foram alvo de pedradas. O promotor Eduardo Paes Fernandes afirmou que os envolvidos agiram com “clara intenção de atingi-los”, obrigando um delegado e um oficial de cartório a buscarem abrigo atrás de viaturas para evitar ferimentos graves.

Devido à condição de foragido, o rapper Oruam será representado em juízo exclusivamente por seu advogado, Fernando Henrique Cardoso. Em declarações anteriores, a defesa sustentou que o artista não atentou contra a vida dos policiais e que as circunstâncias serão esclarecidas durante o processo. O mandado de prisão preventiva contra o cantor foi restabelecido pela Justiça após a revogação de um habeas corpus, motivada pelo descumprimento de medidas cautelares, especificamente regras relacionadas ao uso de tornozeleira eletrônica.

Além deste processo, o artista figura em investigações da Polícia Civil sobre um esquema de lavagem de dinheiro que teria ligação com a facção Comando Vermelho. Em abril, ele foi incluído na lista de procurados durante uma operação que também teve como alvos sua mãe, Márcia Gama, e seu irmão, Lucas Santos Nepomuceno. Embora Márcia tenha obtido um habeas corpus e deixado de ser considerada procurada, o rapper e seu irmão permanecem com ordens de prisão em aberto pelas autoridades fluminenses.

O músico é filho de Marcinho VP, apontado como a principal liderança do Comando Vermelho e atualmente detido em um presídio federal com condenações que ultrapassam 55 anos de reclusão. No processo atual, além da tentativa de homicídio qualificado, o réu responde por crimes de resistência, desacato, ameaça e dano qualificado. O desfecho da audiência desta segunda-feira definirá os próximos passos jurídicos, podendo resultar em novas diligências ou na mudança da classificação dos crimes imputados.

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