- O musical 'Domingo no Parque' estreia no Teatro Faresi, em Salvador, de 14 a 16 de junho.
- A obra utiliza a música de Gilberto Gil para abordar temas como a cultura afro-brasileira, o feminicídio e a ditadura militar.
- O espetáculo conta com direção de Alexandre Reinecke, direção musical de Bem Gil e elenco composto majoritariamente por artistas negros.
Salvador, reconhecida como a capital brasileira com a maior herança africana, recebe a estreia do musical Domingo no Parque nesta sexta-feira, 14, às 20h. Em cartaz até domingo, 16, no Teatro Faresi, a montagem utiliza a icônica canção de Gilberto Gil como ponto de partida para explorar elementos fundamentais da cultura negra, como a capoeira, a religiosidade e a culinária. O projeto, que conta com patrocínio da Petrobras via Lei Federal de Incentivo à Cultura, é dirigido por Alexandre Reinecke, que destaca a intenção de valorizar a identidade nacional através de uma das obras mais emblemáticas do movimento tropicalista.
A direção musical é assinada por Bem Gil e o espetáculo reúne 20 clássicos do cancioneiro brasileiro, incluindo composições de nomes como Chico Buarque, Dorival Caymmi e Jorge Ben Jor, além de dez canções do próprio Gilberto Gil. Segundo o diretor, o elenco é composto por 80% de artistas negros e jovens, selecionados por meio de audições que priorizaram talentos capazes de atuar, cantar e integrar a capoeira à dramaturgia. “Selecionamos artistas de etnias diversas, em sua maioria negros, que atuassem, cantassem, dançassem e (boa parte) jogassem capoeira e/ou tocassem instrumentos”, afirma Reinecke.
A trama transporta o espectador para o bairro da Ribeira, cenário original da música, e aborda uma tragédia urbana que se desenrola durante os anos da ditadura militar. A história acompanha João e José, cujas vidas se cruzam em torno de Juliana, personagem interpretada por Rebeca Jamir. O enredo aborda temas como o feminicídio e a repressão política da época, conectando o drama dos personagens à realidade socioeconômica do Brasil. Conforme a atriz, a peça atua como uma denúncia social: “Ela tem esse lugar das grandes paixões, que também, dentro dessa música, pelo próprio fato do feminicídio, faz uma denúncia”.
A canção original, lançada em 1967 no 3º Festival da Música Popular da TV Record, é um marco histórico da música brasileira por fundir o violão e o berimbau à guitarra elétrica. No musical, o ator Jean Amorim, que dá vida a João, destaca a importância da capoeira como protagonista da narrativa. A montagem convida o público a refletir sobre a história sociopolítica do país, equilibrando entretenimento com um olhar crítico sobre o período do regime militar. Os ingressos estão disponíveis na plataforma Sympla e na bilheteria do teatro, com valores entre R$ 25 e R$ 180.
Crédito da ilustrativa: JC
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Perguntas frequentes
Onde e quando o musical será apresentado?
O espetáculo acontece no Teatro Faresi, em Salvador, entre os dias 14 e 16 de junho.
Qual é o enredo da peça?
A trama se passa no bairro da Ribeira durante a ditadura militar e narra o triângulo amoroso entre João, José e Juliana, abordando temas como repressão política e feminicídio.
Como posso comprar os ingressos?
Os ingressos estão à venda na plataforma Sympla e na bilheteria do próprio teatro, com preços que variam de R$ 25 a R$ 180.
