- O prefeito e o vice-prefeito de Gongogi são alvos da Operação Severus, que investiga fraudes em licitações e desvio de verbas federais.
- A PF e a CGU apuram crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e uso de documentos falsos para justificar pagamentos por serviços não realizados.
- A Justiça Federal determinou o bloqueio de até R$ 2 milhões em bens dos investigados e cumpriu 33 mandados de busca e apreensão em diversas cidades baianas.
O prefeito de Gongogi, Adriano Mendonça (Avante), e o vice-prefeito, Fernando Matos (Avante), foram alvos de mandados de busca e apreensão durante a Operação Severus, deflagrada pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU). A ação investiga um suposto esquema criminoso estruturado para desviar recursos federais por meio de fraudes em licitações no interior da Bahia. Esta diligência representa a segunda fase da Operação Pacto Infame, focada em apurar irregularidades na administração municipal.
As investigações apontam para a possível participação de agentes públicos e particulares em um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Federal, o grupo teria utilizado documentos falsos e simulado procedimentos administrativos para justificar pagamentos por serviços que não foram executados ou que tiveram execução apenas parcial. Conforme nota oficial divulgada pela PF, as irregularidades englobam o “possível direcionamento de licitações, utilização de documentos falsos, simulação de procedimentos administrativos, pagamentos por serviços não executados ou executados parcialmente e posterior movimentação dos valores desviados por meio de interpostas pessoas e empresas”.
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) expediu 33 mandados de busca e apreensão que foram cumpridos em Gongogi e em outras cidades baianas, como Itabuna, Ilhéus, Dário Meira, Ipiaú, Ibicaraí, Valença e Eunápolis. Além da busca por documentos e mídias, a Justiça Federal determinou o bloqueio de bens, incluindo imóveis, veículos e valores em espécie, até o limite de R$ 2 milhões. O controle de gastos públicos e a transparência na administração municipal permanecem sob escrutínio, em um cenário onde a gestão dos recursos públicos é frequentemente alvo de fiscalizações rigorosas pelos órgãos de controle.
LEIA MAIS:
- TJBA mantém validade da lei do ‘vagão rosa’ no metrô de Salvador
- Bahia ganha primeiro PET-CT público e amplia centro de oncologia em Salvador
Perguntas frequentes
O que motivou a Operação Severus?
A operação investiga um esquema de desvio de recursos federais por meio de fraudes em licitações e simulação de serviços na prefeitura de Gongogi.
Quais medidas judiciais foram tomadas contra os investigados?
Além de 33 mandados de busca e apreensão, a Justiça Federal determinou o bloqueio de bens, como imóveis e veículos, até o limite de R$ 2 milhões.
A operação ocorre apenas em Gongogi?
Não, os mandados foram cumpridos também em outras cidades baianas, incluindo Itabuna, Ilhéus, Dário Meira, Ipiaú, Ibicaraí, Valença e Eunápolis.