O Pentágono determinou o deslocamento de aproximadamente 2 mil soldados da 82ª Divisão Aerotransportada do Exército dos Estados Unidos para o Oriente Médio, visando expandir as alternativas militares à disposição da presidência. A movimentação ocorre no 26º dia de conflito na região e coincide com a circulação de informações sobre uma proposta de cessar-fogo estruturada pelo governo americano. De acordo com fontes do Departamento de Defesa, os militares fazem parte da Força de Resposta Imediata, uma unidade de elite capaz de ser mobilizada para qualquer localidade global em um intervalo de até 18 horas.
Escalada militar e a Operação Epic Fury
O novo contingente militar inclui o major-general Brandon R. Tegtmeier e dois batalhões de infantaria, somando-se aos 4.500 fuzileiros navais que já se deslocam para a zona de guerra. O total de tropas terrestres adicionais enviadas desde o início das hostilidades aproxima-se de 7 mil soldados. Estas movimentações integram um plano mais amplo denominado Operação Epic Fury, que mobiliza cerca de 50 mil militares provenientes de bases nos Estados Unidos, Europa e do próprio Oriente Médio para dar suporte às ações na região.
Embora o destino exato dos paraquedistas não tenha sido divulgado oficialmente, o posicionamento estratégico permitiria ações rápidas, como o eventual controle da Ilha de Kharg. O local é o principal centro de exportação de petróleo do Irã e já foi alvo de bombardeios americanos recentemente. A estratégia operacional prevê que engenheiros de combate dos fuzileiros navais recuperem a infraestrutura do aeródromo local, permitindo que aeronaves de carga C-130 transportem suprimentos e tropas da 82ª Divisão para reforçar as posições terrestres, caso necessário.
No campo diplomático, autoridades paquistanesas relataram o recebimento de uma proposta americana de 15 pontos para estabelecer um cessar-fogo. O plano abordaria temas sensíveis para a estabilidade regional, tais como o alívio de sanções econômicas contra Teerã, cooperação em programas nucleares civis e redução do enriquecimento, além do monitoramento contínuo pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). A proposta também incluiria limites para o desenvolvimento de mísseis e a garantia de livre navegação no Estreito de Ormuz, via estratégica que sofre restrições de tráfego comercial.
A resposta de Teerã mantém um tom de confronto e negação de diálogos oficiais. O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que o país monitora os passos americanos e alertou: “Não testem nossa determinação em defender nossa terra”. Na mesma linha, o tenente-coronel Ebrahim Zolfaghari ridicularizou as tentativas de acordo, afirmando que o poderio estratégico dos EUA se tornou um “fracasso estratégico” e que a estabilidade regional será garantida apenas pela força das Forças Armadas iranianas.
