Terremotos na Venezuela deixam 188 mortos e mobilizam ajuda internacional

Dois fortes terremotos atingiram a costa central da Venezuela na última quarta-feira (24/6), resultando em 188 mortes confirmadas e deixando cerca de 1,5 mil pessoas feridas. O primeiro tremor, de magnitude 7,2 na escala Richter, ocorreu às 18h04 com epicentro próximo a San Felipe, seguido por um segundo evento de magnitude 7,5 apenas 39 segundos depois, nas proximidades de Yumare. O governo decretou estado de emergência após os abalos, que afetaram estados como Caracas, La Guaira, Miranda, Aragua, Carabobo e Falcón, além de causarem danos em pelo menos 250 edifícios.

A presidente interina, Delcy Rodríguez, anunciou a criação de um gabinete de crise e a suspensão de aulas e atividades econômicas não essenciais para priorizar as operações de resgate. A situação é agravada por danos severos na infraestrutura, incluindo o fechamento do Aeroporto Internacional Simón Bolívar de Maiquetía. Em meio ao caos, a defesa civil local e equipes internacionais trabalham para localizar sobreviventes em escombros de prédios que colapsaram, como hotéis e edifícios residenciais em Caracas.

A resposta global foi imediata, com diversos países oferecendo suporte logístico e humanitário. Os Estados Unidos, por meio do secretário de Estado Marco Rubio, confirmaram o envio de equipes de resgate da Virgínia e da Califórnia, enquanto países como Alemanha, Suíça, Holanda, Espanha e França também se mobilizaram com socorristas e equipamentos. O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários autorizou o deslocamento de suas equipes de busca e resgate urbano para integrar os esforços de socorro.

O Brasil também se manifestou sobre a tragédia, com o Itamaraty expressando solidariedade ao governo e ao povo venezuelano. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva instruiu o Ministério das Relações Exteriores a avaliar medidas de assistência, destacando a resiliência da população diante das adversidades. Embora os tremores tenham sido sentidos em áreas da Região Norte brasileira próximas à fronteira, não houve registro de danos ou vítimas no território nacional, conforme monitoramento das autoridades locais.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) alertou para a possibilidade de um elevado número de vítimas e danos extensos, estimando riscos contínuos de réplicas e deslizamentos de terra. Além dos impactos estruturais, o país enfrenta interrupções críticas no fornecimento de gás, energia elétrica e serviços de comunicação. Enquanto as operações de resgate continuam, o governo venezuelano mantém o foco na coordenação internacional para garantir que a assistência chegue às regiões mais impactadas por esse desastre natural.

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