A arrecadação do governo federal registrou um crescimento real de 10,7% em maio na comparação com o mesmo mês do ano anterior, atingindo o montante de R$ 266,793 bilhões. Conforme dados divulgados pela Receita Federal, este é o maior volume financeiro arrecadado para um mês de maio desde o início da série histórica do órgão, em 1995. O desempenho foi impulsionado majoritariamente por receitas administradas pela própria Receita, que somaram R$ 256,316 bilhões, além de uma alta significativa de 56,28% nas receitas geridas por outros órgãos públicos.
Um dos fatores determinantes para este resultado foi a tributação sobre o petróleo, setor que tem sofrido oscilações globais devido a conflitos geopolíticos, como os ataques no sul do Líbano. O governo federal implementou recentemente uma taxação sobre a exportação de petróleo bruto para mitigar a volatilidade dos preços internos dos combustíveis, gerando uma arrecadação específica de R$ 1,048 bilhão em maio.
Sobre o novo tributo, o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, explicou o fluxo de entrada dos recursos: “O imposto de exportação incidente sobre o óleo bruto é recolhido por empresas exportadoras 60 dias após o embarque do produto no navio. Então, os primeiros recolhimentos começaram a aparecer agora, em meados de maio. Há previsão de que no mês de junho tenhamos novos recolhimentos”. Além disso, a arrecadação regular vinculada à extração de petróleo e gás natural apresentou um salto expressivo, totalizando R$ 10,094 bilhões no período.
No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, a arrecadação federal alcançou R$ 1,323 trilhão, representando um crescimento real de 6,42% acima da inflação em relação ao mesmo período de 2025. Ao ajustar os valores para os preços de maio de 2026, o montante chega a R$ 1,341 trilhão, consolidando-se como o maior valor para o intervalo de janeiro a maio em toda a série histórica iniciada há quase três décadas.
