A Canon sinalizou que o preço das câmeras pode subir em breve para o consumidor final. A fabricante japonesa, que registrou recordes de vendas em 2026, enfrenta uma pressão crescente devido à escassez global de memória, agravada pela alta demanda de componentes para inteligência artificial. O cenário de mercado tem impactado a estrutura de custos da companhia, que agora projeta um prejuízo potencial de 69,4 bilhões de ienes, o equivalente a cerca de 424 milhões de dólares, relacionado ao encarecimento de peças essenciais.
O avanço da inteligência artificial generativa elevou a disputa por chips de memória voltados para data centers e servidores, o que encareceu o custo de produção de diversos dispositivos eletrônicos. Conforme o último relatório financeiro da empresa, a estimativa de impacto financeiro dessa crise subiu 6 bilhões de ienes em relação às projeções anteriores. Até o momento, a Canon conseguiu mitigar esses efeitos por meio de estoques estratégicos formados previamente e um reembolso tarifário de 37,5 bilhões de ienes obtido nos Estados Unidos.
Apesar de manter uma margem de segurança operacional, a empresa admitiu que o reajuste de preços se tornará uma possibilidade real caso os custos dos componentes permaneçam elevados. A preocupação não é isolada: concorrentes como Nikon e Fujifilm também indicaram que avaliam repassar o aumento dos custos de fabricação aos clientes. Enquanto o mercado de tecnologia lida com essas oscilações, setores que dependem de componentes estratégicos, como o de baterias e armazenamento, também acompanham de perto a volatilidade na cadeia de suprimentos global.
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