O mercado financeiro costuma ficar atento às datas em que o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), dos Estados Unidos, e o Comitê de Política Monetária (Copom), do Brasil, anunciam suas decisões de juros simultaneamente. Este evento, conhecido como Super Quarta, não ocorrerá em julho de 2026, já que as agendas dos dois bancos centrais não coincidiram neste mês.
A ausência dessa sincronia não é uma mudança deliberada na política monetária, mas sim o resultado de ciclos independentes de trabalho. Enquanto o Fomc realiza suas reuniões em um intervalo médio de seis semanas, o Copom mantém um cronograma baseado em períodos de 45 dias. Além da diferença nos ciclos, fatores como feriados nacionais e a necessidade de cada instituição reagir aos dados econômicos locais — como inflação, PIB e mercado de trabalho — tornam a coincidência de datas uma ocorrência pontual, e não uma regra fixa.
Vale ressaltar que os bancos centrais definem seus calendários de forma autônoma, priorizando o contexto doméstico de cada país. A ausência de uma Super Quarta pode até trazer vantagens operacionais, permitindo que o Copom avalie com mais calma os impactos gerados pela decisão dos juros norte-americanos, que tradicionalmente ocorre às 15h (horário de Brasília), antes do anúncio brasileiro, previsto para as 18h30 da mesma quarta-feira.